YOGA: TÉCNICAS DE RESPIRAÇÃO (PRANAYAMAS) | Clube do cabelo e cia


Oi pessoal!

Já  dei alguns exercícios de respiração em áudio para vocês baixarem e fazerem.  (aqui)

E hoje eu trouxe mais algumas técnicas de respiração utilizadas no Yoga.
Escolhi as mais simples e mais usadas.


CONSCIENTIZAÇÃO  RESPIRATÓRIA

Esta técnica é um remédio contra a diluição mental em que vive o homem comum. É admirável que alguns poucos minutos de concentração mental e conscientização de um fenômeno tão corriqueiro como a respiração possam criar condições de tranqüilidade e segurança psíquicas.

Todos nós, desde o momento em que nascemos até o último instante de nossas vidas, estamos fazendo algo que nem por dois minutos deixamos de fazer — respirar. Sendo um ato tão presente, tão íntimo, tão nosso, comumente se processa à nossa revelia, sem nossa participação, sem que interfiramos.
A respiração funciona ao comando de nossas emoções, e portanto normalmente, sob regulações neurovegetativas. No momento em que decidimos prestar-lhe atenção, alguma coisa interessante acontece.

obs: esta também é uma técnica meditativa.

Experimente:
Sente-se confortavelmente com a coluna ereta. Pode ser numa cadeira, ou no chão.


 No tratamento de insônia, prefira a postura deitada em decúbito dorsal (barriga pra cima), mas não vale dormir, hein! rsrs (se for fazer essa, melhor fazer pela manhã)


Execução:
Ininterruptamente procure sentir o fluxo da respiração dentro das narinas. Não interfira. Fique "a distância", assistindo o ir e vir dos movimentos respiratórios. A corrente inspiratória refresca, enquanto a da expiração aquece aa mucosa nasal. Busque sentir a suave alternância da temperatura dentro das narinas. Mantenha o semblante em perfeito relax, sem o mínimo sinal de contração, completamente aliviado. Conserve a face descontraída, e relaxada. Não há indicação de quanto tempo deve durar. Faça o tempo que quiser.


RESPIRAÇÃO POLARIZADA (ou alternada)

Fisiologicamente falando, a saúde de cada pessoa depende de equilíbrio entre o sistema nervoso simpático,
que é estimulante, e o parassimpático que desestimula; entre o anabolismo e o catabolismo; entre a acidez e a alcalinidade; entre a hiperfunção e a hipofunção das glândulas; entre a alta e a baixa temperatura; entre a hipertensão e a hipotensão.
Portanto para haver um equilíbrio, é preciso que hajam dois pólos opostos, sempre. O mesmo acontece com a respiração.
Quando se inspira por uma narina e depois por outra, está se trabalhando em prol do equilíbrio dos dois pólos, trazendo-os a uma linha de integração.
Durante duas horas respiramos natural e inconscientemente com maior intensidade por uma das narinas.
Nas duas horas seguintes, é pela outra. Assim, com esta alternância, a natureza vai nos criando e mantendo a saúde.
Quando sobrevém uma disritmia, respira-se mais por uma, não apenas durante duas horas, mas por horas e dias seguidos. Só os estudantes de Yoga — e quando bem atentos — conseguem perceber esta anomalia. O mais importante, no entanto, é que o Yoga nos oferece uma técnica simples com a qual podemos
recompor o equilíbrio perdido e, conseqüentemente, a saúde psicossomática.

Esta técnica é um exercício respiratório chamado sukha parvak.

Postura: 
Qualquer das âsanas sentadas ou sentado corretamente numa cadeira ou então em pé, com os pés afastados de um palmo aproximadamente.

Execução: 
Como qualquer exercício de respiração, deve ser precedido por um completo esvaziamento dos pulmões. Inicie, inspirando com a narina esquerda, procurando mentalmente atrair a si o prâna universal. Retenha a respiração, bloqueando ambas as narinas. Depois dessa retenção, comece a expirar pela narina direita (a esquerda vedada).
Inspire pela direita. Nova retenção, com as duas bloqueadas. Expire pela esquerda, completando assim o ciclo.

Para fechar uma narina deixando livre a outra, use a mão direita. Dobre o indicador e o médio da mão direita. Leve a mão à altura do nariz. Quando quiser bloquear a direita, faça-o com o polegar e, quando quiser vedar a esquerda, use o anelar, que se acha unido ao mindinho.

Este exercício é vitalizante, refrescante e calmante.



BHASTRIKA (o fole)

Execução: 
coluna vertical bem à vontade, mãos nos joelhos, palmas para cima. Expulse totalmente o ar dos pulmões. Inspire e imediatamente expire. A sequência de movimentos bruscos de inspirar
e expirar denuncia a razão de seu nome — o "fole".

Efetivamente, os pulmões funcionam em ritmo vivo e forte como um fole de ferreiro. A musculatura respiratória deve ser movimentada para dar vigor aos movimentos, mas o diafragma é o que mais trabalha.

Na inspiração o ventre se projeta um pouco para a frente; na expiração recua, (expande e contrai o abdômen) graças aos movimentos do músculo que separa o tórax do abdome. Depois de dez ou onze movimentos, dê uma folga, relaxando os músculos da respiração. Após isto, recomece. Uma boa dose é repetir três ciclos de dez.

Observações: 
Deve ser evitado por pessoas debilitadas, jovens de menos de 18 anos e pessoas de mais de 50;
 Ao sentir-se cansado com o exercício, interrompa-o e relaxe.

Efeitos fisioterápicos: 
Purifica o organismo, desintoxicante. Tonifica o sistema nervoso. Estimula o aparelho circulatório.
Melhora o apetite. Reduz a irritação e a inflamação das vias respiratórias. Moderada e corretamente praticado, é remédio contra asma. Como supercarregamento prânico, corrige os efeitos do frio, levanta o ânimo dos tamásicos (preguiçosos e desanimados).

Efeitos psíquicos: 
produz um muito notável aprofundamento da consciência. Aumenta a serenidade e o sangue-frio ante qualquer situação e, em sumo grau, fortalece a vontade.


Veja mais sobre respiração, Yoga, meditação e 
saúde, clicando aqui.



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