AROMATERAPIA: O QUE É, E COMO SURGIU? | Clube do cabelo e cia



Oi pessoal,
Eu já falei sobre os óleos essenciais aqui.
E agora vamos falar sobre a terapia na qual eles são utilizados:  A Aromaterapia.
A Aromaterapia é um ramo da Fitoterapia, onde através da aplicação de óleos essenciais extraídos das plantas, promove-se a saúde e o bem-estar dos indivíduos. A Aromaterapia, baseia-se no princípio de que diferentes aromas, acionam respostas específicas no cérebro, conduzindo a resultados próprios. 
A evolução da história da aromaterapia começa com os primeiros indícios do uso terapêutico de plantas
aromáticas pelos homens pré-históricos, até os dias de hoje.
Sua evolução passa pelos egípcios, chineses, hindus, gregos, romanos, enfim, todos os povos antigos conheciam e utilizavam as fragrâncias naturais com fins terapêuticos; no entanto, a Aromaterapia parece ter se originado no Egito Antigo, conduzida pelos sacerdotes que reconheciam a importância da saúde física e mental, além dos aspectos espirituais do homem. 

Os egípcios eram grandes apreciadores dos perfumes, tanto pela sua fragrância quanto pela sua capacidade de curar. Da mesma forma, valorizavam a cosmética e, em especial, os tratamentos de pele, para os quais faziam uso de massagens com óleos essenciais.

A conhecida prática do embalsamamento das múmias, era uma das principais aplicações das substâncias aromáticas, sobretudo pelo poder anti-séptico dos óleos essenciais. Alguns papiros, de cerca de 2.800 a. C., no reinado de Khufu citam o uso  diversas ervas medicinais e óleos essenciais. Um outro datado de 2000 a. C. fala de finos óleos e de escolha de perfumes e incensos para os templos onde os deuses fossem adorados. 
mulheres com cones na cabeça



Uma cena no Egito antigo que mostra mulheres usando cones perfumados em suas cabeças, que ao derreterem, perfumavam seus cabelos e corpos. 
A partir do Egito, a prática da Aromaterapia disseminou-se para todo o mundo mediterrâneo.



Na Índia, Cerca de 1.500 a.C., com os Vedas, a medicina ayurvédica relaciona o uso de ervas e óleos essenciais também de forma ritualística e terapêutica. São listadas mais de 700 ervas que incluem canela, nardo, gengibre, mirra, coriandro e sândalo.  O Sistema Ayurvédico de Saúde é um dos mais antigos e dos mais completos métodos de cura e prevenção da saúde. Não havendo nenhuma interrupção em seu uso até os dias de hoje. 
Os gregos aprenderam a usar óleos aromáticos com os egípcios, e como eles, consideravam as plantas aromáticas de origem divinas.
 Já os romanos foram extravagantes no uso dos aromas. Eles faziam parte da vida social e do lazer, pois eram comuns as casas de banhos. Ruínas de termas romanas, espalhadas pela Europa e norte da África, ainda surpreendem pelas dimensões grandiosas. 
Em Roma, que no século IV, teria cerca de 900 banhos públicos. Eles são exemplos vivos da imponência das termas imperiais, onde se fazia o uso de óleos aromáticos como complemento dos banhos. Hipócrates, que viveu de 460 - 377  a.C., foi o pioneiro em considerar a massagem com óleos essenciais uma terapia, difundindo-a na comunidade científica. Usava fumigações, massagens e banhos. Assim como Hipócrates, que notadamente adquiriu seu conhecimento de fontes egípcias, Heródoto e Demócrates reconheceram os egípcios com mestres da perfumaria. 

No Séc.V, com a invasão do Império Romano, o uso das plantas aromáticas começa a cair na obscuridade, com a transferência do conhecimento médico para Constantinopla. Porém através das traduções dos livros de Galeno, Hipócrates e outros estes conhecimentos não se perdem para sempre. Do séc VII ao XIII. O Conhecimento permanece no mundo Árabe, onde grandes homens da ciência continuam seu trabalho. Dentre eles Avicena, Um médico que escreveu mais de cem livros, um deles inteiramente sobre a rosa.   
 Por volta do séc. XIII, em decorrência das Cruzadas religiosas,  o conhecimento dos óleos aromáticos e perfumes se espalha pela Europa. As plantas aromáticas chegaram a serem usadas contras as pragas. A água de rosas torna-se um perfume popular na Europa durante as Cruzadas. 

Na Europa  
A França é um país de grande tradição aromática, mantida pela monarquia francesa. Já por volta de 1200 o rei Felipe Augusto II reconhece a profissão de perfumista. Tradição que perdurou e se fortaleceu. 
No Renascimento,  a medicina, perfumaria e herborismo caminharam juntas. Porém a revolução científica. do séc. XVI substitui a alquimia pela química, melhora a destilação para perfumes. No Séc. XVII Cria–se sala de banhos e sanitários. Ainda no Séc. XIX, os perfumes ganham status de quase remédios, sendo usados para tratar depressão e enfermidades nervosas. 
O termo Aromaterapia foi criado em 1928 por um químico perfumista, o francês René-Maurice Gattefossé
Gattefossé
Seu interesse pelo uso terapêutico dos óleos essenciais foi estimulado por um acidente em que esteve envolvido, no laboratório de perfumes de sua família. Após uma explosão, sua mão foi seriamente atingida, provocando-lhe queimaduras severas.
Necessitando resfriar as mãos e sem vislumbrar nenhuma alternativa à sua volta, mergulhou a mão atingida em um recipiente que continha óleo essencial de lavanda (Lavandula officinalis).
Para sua surpresa observou, durante os dias que se seguiram, que sua mão não só se recuperava rapidamente, mas também que as cicatrizes eram mínimas. Gattefossé passou então a pesquisar as propriedades do óleo de lavanda e de outros óleos essenciais e dedicou cerca de 50 anos de estudos e pesquisas, e escreveu inúmeros trabalhos que, definitivamente, foram os responsáveis pelo renascimento da Aromaterapia no mundo contemporâneo moderno.

Valnet
Posteriormente, inspirado nos trabalhos de Gattefossé, o Dr. Jean Valnet, um cirurgião do exército francês, utilizou os óleos essenciais de tomilho, limão, camomila e cravo durante a Segunda Grande Guerra no tratamento de feridas e queimaduras dos soldados, com excelentes resultados clínicos. Mais tarde, o mesmo Dr. Valnet fez uso de óleos essenciais no tratamento de distúrbios psicológicos.
O Dr. Valnet inspirou o movimento da moderna Aromaterapia com a publicação de seu livro Aromathérapie, em 1964.


Marguerite Maury
Outra importante pesquisadora francesa, também inspirada nos trabalhos de Gattefossé, e baseando-se nas tradições da massagem aromática praticada na China, na Índia e no Egito antigos, a Bioquímica Marguerite Maury fundamentou uma terapia própria, relacionando a doença com o tipo de vida e a personalidade de cada pessoa. Sua obra The Secret of Life and Youth (O Segredo da Vida e da Juventude) foi lançada com grande sucesso em 1964.



Tisserand
Também se inspirando nos trabalhos de Gattefossé e do Dr. Valnet, o massagista americano Robert Tisserand lançou a obra The Art of Aromatherapy (A Arte da Aromaterapia), no ano de 1977, canalizando com estrondoso sucesso a atenção do público americano, e gerando, a partir daí, inúmeros trabalhos, escolas, centros de pesquisa, associações, etc.
René-Maurice Gattefossé, Jean Valnet, Marguerite Maury e Robert Tisserand estão, portanto, entre os mais importantes protagonistas contemporâneos do renascimento da arte da Aromaterapia no mundo ocidental. É bastante recomendável a leitura dos trabalhos destes e de outros autores, quando se pretende um conhecimento mais profundo dos princípios que nortearam a Aromaterapia e de como ela vem evoluindo.

Podemos dividir a Aromaterapia em três campos de atuação:
- Fisiológico - Aplicação dos óleos para atuar como anti-inflamatórios, antifúngicos, analgésicos, sedativos, etc. Normalmente é feito o uso dos óleos para tratar destes problemas através de massagens, banhos, compressas, inalação, ingestão, e pelo uso de produtos que os contenha.
- Psicológico - Aplicação dos óleos através da inalação dos aromas, para atuar na mente e emoções humanas. Isto se dá a partir de sensações que são estimuladas pelos característicos aromas de cada óleo. Todas as formas de uso desencadeiam estas reações por acabarmos tendo contato com seus cheiros, porém a inalação exerce uma ação mais direta neste sentido. Este processo na verdade é interativo, pois estes aromas captados pelo cérebro, elaboram processos no sistema límbico, responsável pela regulação de vários processos emocionais.
- Energético - O efeito sobre a energia do nosso corpo e sua frequência que acaba se alterando pela frequência energética da planta. Isso acaba afetando-nos mental, física e emocionalmente.
De certa forma, uma maneira de atuação acaba por interferir na outra. O efeito psicológico do óleo essencial sobre a mente é marcante, causando liberações a nível emocional de traumas, somatizações, etc, assim como tratando uma série de desordens de personalidade como raiva, medos, apegos, fobias, etc. O tratamento fisiológico pode dar respostas rápidas, como acontece às vezes com casos de infecções e processos inflamatórios. O efeito energético é muito semelhante à ação psicoterápica, porém têm marcante repercussão fisiológica.
 Aromaterapia e olfato  
O olfato parece ser “um sentido químico do toque”, pois existe uma ligação direta entre o cérebro e o ambiente, que ocorre no nariz. Apenas alguns centímetros separam o receptor olfativo do cérebro e as fibras nervosas do sistema olfativo que vai diretamente para a área límbica do cérebro, que é a responsável pelas emoções.  Por esta razão é que podemos influenciar os estados de espírito e emoções com inalações de óleos aromáticos. O sistema límbico também tem ligações com o tálamo e o córtex, dando aos aromas a capacidade de afetar o pensamento consciente e reações.

O olfato pode influenciar áreas do cérebro inacessíveis ao controle mental, bem como as emoções e as reações hormonais.Tanto no homem primitivo, como no homem moderno, as informações dependem do despertar do olfato para muitas reações, tais como a da fome, fuga do perigo, interação sexual, e de inúmeras informações sutis que nosso cérebro processa milhares de vezes por dia. 


Aromaterapia e Aromacologia:

Aromaterapia é a arte e ciência milenar de utilizar aromas, em forma de óleos essenciais para cuidar da beleza e da saúde física e mental.  Desde a Antiguidade até os dias de hoje, as histórias são inúmeras; e todas elas parecem exaltar os intrigantes poderes das fragrâncias de unguentos ou poções aromáticas, mas somente em tempos recentes foi chamada de aromaterapia.
O fator comum nessas histórias, são as bases das plantas de onde são obtidos os óleos essenciais.  Eles são encontrados sob forma líquida ou sólida nas folhas, caules, frutos, raízes ou casca de vegetais. Deles se extraem um óleo volátil, muito concentrado, insolúvel em água, com grande complexidade química. Somente óleos essenciais puros e naturais devem ser usados em AROMATERAPIA. Cada óleo essencial possui propriedades específicas que beneficiam o organismo, trazendo equilíbrio à mente, um relaxamento profundo, desintoxicando o sangue, para primeiros socorros, problemas respiratórios e cuidados com a beleza de um modo geral.


Aromacologia é uma terminologia usada há pouco tempo, desde 1989 quando uma fundação para pesquisa do olfato localizada em Nova York - The Sense of Smell Intitute registrou este termo para seu trabalho de desenvolvimento de pesquisas. A entidade reúne recursos globais e financia pesquisas científicas em hospitais e universidades.   A aromacologia busca promover a integração de áreas científicas diversas tais como: a química, farmacologia, neurofisiologia, cosmetologia e psicologia para elaborar compostos aromáticos que tragam efeitos emocionais às pessoas.

Aromaterapia hoje...  

Com o desenvolvimento científico, a medicina tradicional passou a ser considera primitiva. No início do Séc. XX, com o desenvolvimento de temas sintéticos com a indústria de massa, aumenta a crença de que os produtos produzidos em laboratórios são superiores e mais “puros” que os naturais.
Mesmo com trabalhos como o de Cuthbert Hall, que no início de 1904, demonstra que o poder anti-séptico do óleo de eucalipto globulus natural é muito mais potente que seu principal constituinte e principio ativo isolado, o eucaliptol ou cineol. E com o maravilhoso trabalho de Maurice Gattefossé que usa pela primeira vez o termo aromaterapia. Dentre muitos outros que surgiram desenvolvendo trabalhos que destacam as propriedades curativas dos óleos essenciais.
Hoje, as pessoas estão mais conscientes e receptivas as modalidades de cuidados com a saúde que buscam alternativas naturais. Em conseqüência disso, a aromaterapia vem ganhando mais adeptos e inúmeras pesquisas científicas para comprovação de seus resultados.

Hoje em dia, a aromaterapia é praticada mundialmente, e é uma terapia procurada por muitas pessoas para o tratamento de diversas queixas e distúrbios. Como todas as terapias holísticas, ela tem um papel importante para melhorar a qualidade de vida de cada indivíduo, visando o tratamento integral. Além disso, a aromaterapia pode ser realizada em conjunto com outras terapias, somando-se seus benefícios.

Os principais países produtores de óleos essenciais são: 
Espanha, França, Itália, Bulgária, Brasil, USA, China e a Índia. Na produção dos óleos exóticos podemos destacar Madagascar e Ilhas Comores, produtoras do ylang-ylang. O Egito e o Marrocos são conhecidos pelos seus óleos de gerânio e rosas.  A Austrália é o principal produtor de tea tree. O Brasil atualmente  produz os seguintes óleos essenciais: Pau rosa, laranja, tangerina, bergamota, lima, limão siciliano e tahiti, copaíba, cravo da índia, eucalipto globulus e citriodora, hortelã - pimenta, palmarosa, capim-limão, e citronela.


Se você se interessa por aromaterapia, e gostaria de estudar este assunto mais detalhadamente, recomendo começar pela leitura dos seguintes livros:

> Aromaterapia - A cura pelos óleos essenciais (Marcel Lavabre)
> A arte da aromaterapia  (Robert Tisserand)


Fonte:
Material do Curso superior de estética e cosmetologia
UNISUAM




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  1. como sempre, Erikinha, super completo!
    Amei e aprendi muito ;)

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    Respostas
    1. Amoreeeeeeeeeeeeeee!! saudadeee!!
      Que bom que curtiu! =D
      bjksss

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