REFLEXÃO: PROBLEMAS E SOFRIMENTOS | Clube do cabelo e cia


Oi amores!
Hoje venho inaugurar uma nova coluna no Clube, que chamarei de  REFLEXÕES.

Penso que será interessante ter um espaço aqui no blog, para compartilharmos questionamentos, e filosofarmos também... por que não?

Trarei para cá, pequenos trechos de livros ou artigos que possam nos levar a refletir sobre aspectos emocionais e sociais do comportamento humano, ou qualquer outro assunto que possa nos acrescentar algo.

E para inaugurar, selecionei 2 pequenos trechos do livro "Nietzsche para estressados" (Allan Percy).

Então, bóra filosofar um pouquinho?


" Dizem que passamos metade da vida resolvendo problemas. Isso é perfeitamente humano. 
A questão é saber se eles merecem a atenção que lhes dedicamos.

Utilizando a linguagem cinematográfica, alguns problemas são grandes estréias, outros são filmes clássicos – que às vezes voltam a entrar em cartaz porque ainda não foram resolvidos – e, por fim, existem os filmes B, que são a maioria.

A arte de viver, consiste em reservar nossas forças para os primeiros. 
Como mencionado por Sidarta há dois milênios e meio: “Quem não sabe julgar o que merece crédito e o que merece ser esquecido, presta atenção ao que não tem importância e se esquece do essencial.”

Para saber de que tipo são nossos problemas – nossos principais inimigos –, o psicólogo californiano Richard Carlson recomenda que façamos a nós mesmos a seguinte pergunta:
“Isso vai ter alguma importância daqui a um ano?”

Se a resposta for positiva, é preciso cuidar da questão imediatamente. 
Se for negativa, é melhor deixar para lá. "



"Em um de seus aforismos mais célebres, Sidarta Gautama disse que “a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”. 
Do nascimento à morte, a vida está repleta de dor, mas o sentido que damos a essa dor só depende de nós. Se a encararmos de forma trágica, ela se transformará em sofrimento.

Uma coisa é o que acontece no exterior, e outra é o que se dá no interior de cada indivíduo.
Aquele que tem medo de enfrentar a dor, a receberá sempre como uma maldição. Ele nunca saberá o que fazer com a escuridão que toma conta de sua vida, que antes parecia tão feliz.

O filósofo lida com a dor, e tenta extrair dela um benefício em forma de conhecimento. Mesmo nos momentos mais duros da vida, como quando sofremos uma terrível perda, são portas abertas em direção a algo que precisávamos conhecer. 
Se estivermos conscientes de que todo fim é ao mesmo tempo um começo, a dor e o possível sofrimento serão para nós uma escola que nos permitirá entender mais profundamente o que significa ser humano."



 E agora deixo aqui, as seguintes reflexões:

Qual a intensidade de seus problemas? 

Como você lida com o sofrimento?




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  1. Adorei! Ótimas reflexões Erika (...mas o sentido que damos a essa dor só depende de nós) nem todos sofrem, passam pela dor e arrumam um caminho, bárbaro!

    Beijos
    Ótimo domingo

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    1. Verdade Lu, só depende de nós mesmos!!
      bjão

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  2. Uau, esse assunto me fez refletir! rsrs
    E dá muito pano pra manga! Será que posso me estender um pouquinho?
    Se não, você pode editar, tá? rsrs

    Bom dia, Erika!
    Bem, minha avó me ensinou, quando eu era pequenininha (e todo mundo aqui já deve saber), que a dor é muito importante na vida do ser humano. É através da dor que identificamos que temos um problema a ser tratado. Se nos feríssemos e não sentíssemos dor, não ligaríamos pra tratar, consequentemente aquele problema cresceria, cresceria, e viraria um problemão.
    Assim acontece em todos os campos da nossa vida, principalmente no emocional.
    Há quase 9 anos atrás, se manifestou em mim a síndrome do pânico. Nossa, sofri horrores! Foi, sem dúvida, o pior momento da minha vida. Tratei com medicamentos e, aos poucos, fui melhorando. Mas o mais interessante dessa história foi que, após ficar doente, fui levada à um lugar que eu jamais iria, não fosse por esse motivo. E passei a fazer uma coisa que também jamais faria. Como uma espécie de terapia para o meu problema, passei a evangelizar criancinhas carentes em um lar espírita! E foi lá que conheci minha filha! E isso mudou completamente a minha vida! Foi aquilo citado lá em cima, "todo fim na verdade é um começo".
    Mas voltando à doença... bom não tem cura, só controle, mas ela me ensinou outra coisa importantíssima: eu sou capaz de controlar meus pensamentos e até meus sentimentos. Gente, saber disso é fantástico, porque não me deixa mais ser escrava de nenhum pensamento inferior ou sentimento destruidor. Eu posso sim escolher o que pensar e sentir, e direcionar isso pra coisas positivas e realmente importantes!
    E se eu (uma pessoa tão comum e desequilibrada kkkk) consegui, qualquer pessoa consegue!
    Beijão!

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    1. Dudinha, fique sempre à vontade para comentar e "estender" o quanto quiser! Imagina se vou tolir alguém aqui? jamé!! rs

      E que maravilha de depoimento vc deu! Muito importante, e com certeza, ajudará muitos que o lerem... e o que vc falou é tudo: Não podemos ser escravos dos nossos pensamentos e sentimentos. Precisamos estar no controle, sempre!!

      bjão

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    2. Dudinha,

      Ai que pessoa linda que vc é...vc me emocionou de verdade com seu depoimento. Acredito com todas as minhas forças que sim, algumas dores nos levam a limites e a escolher caminhos que antes nem imaginávamos desbravar...e acho que é esse conjunto de dor x superação que transforma cada ser humano em um ser único em sua existência e experiência...acho que é a capacidade de ultrapassar os problemas que nos torna mais humanos na essência...

      E é através da dor, que nos deparamos com nossa própria fragilidade...é sentindo que somos vivos e vulneráveis que encaramos o desafio...é um ciclo...e concordo com sua Vó...a dor é necessária...é ela que permeia nossa trajetória de sabedoria...sábias palavras Duda!

      Beijo no coração!

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  3. aaaaah, filosofar...quem nunca? rs.

    Eu considero os problemas uma situação inevitável...sempre existiram, sempre existirão, são parte do todo, que é a nossa vida.

    Os problemas são desafios. Como já disse ali em cima em resposta a Duda, são necessários para que cada vez o ser humano se confronte com a sua humanidade e sua vulnerabilidade. Pq sim, o ser humano precisa constantemente ser lembrado que mesmo sendo um indivíduo único, guarda uma semelhança quanto aos demais: todos sentem dor. Uns mais, outros menos, mas todos sentem dor...

    O grande pulo do gato está aqui: se os problemas são parte de um todo (vida), a que você vai dar mais importância? a parte ou ao todo? Claro que você precisa resolvê-los, claro que você precisa das atenção as partes, mas sem em nenhum momento de desviar do todo, pois o restante da vida é interessante, é alegre e pode ser divertida. Quando conseguimos permear isso...ahhh, aí sim tudo fica melhor.

    Eu aprendi uma frase, que sempre repito quando estou diante de um problema: ei, EU tenho o problema, e não ELE que me tem...eu tenho o controle, o console do game! e sou eu que vou administrar isso. Não deixar que um problema nos domine, é o primeiro passo para vender esse monstro...é olhar para ele e enfrentá-lo.

    E sabe...passei por alguns que me fez mudar tanta coisa...compreendo Duda...pois através de uma fase complicada, mudei tanta coisa na minha vida, mas muita mesmo. Vc sabe disso Nilha.

    E quanto ao post, lindo de viver. rs. Eu não gosto muito desses livros que pegam filósofos e os transformam em qq coisa, gosto de ler na fonte (ok, sou chatonilda e filósofa frustrada, por isso digo essas coisas), mas compreendo que Nietzsche é meio complicadinho mesmo...

    Para fechar, no clima do seu post...eu vou citar um pensamento dele, acho muito interessante pois combina com o que disse aqui (sobre os problemas serem monstros e termos que dominá-los e não ser dominados por eles): que quando estamos diante de monstros, precisamos ser muito cautelosos, quando vc olha muito para o abismo, o abismo também olha pra você.

    Portanto, que enfrentemos nossos monstros, sem deixar para trás as flores do caminho.

    Beijos e desculpe o comentário enorme, culpa SUA e dos astros, quem mandou ficar filosofando? kkkk

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    1. Siiiim, enfrentar os problemas, os monstros, e estar sempre no controle! Nós somos a chave, o problema é só uma porta trancada.
      A gente é muito mais forte do que pensamos ser.
      Óbvio que não podemos subestimar os problemas, eles podem destruir a gente (o Anderson Silva que o diga kkkk), mas somente se permitirmos, se não agirmos com sabedoria.
      Adorei essa frase, Fefinha: "Quando olhamos muito para o abismo, ele também olha pra você". Respeitar sempre.
      Obrigada à você, Fefa, por tudo! E obrigada, Erica, por esse espaço tão delicioso que você nos convida todos os dias.
      Bjos!

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    2. éeeee... temos que enfrentar nossos montros!! O auto-conhecimento é a chave de todos os nossos problemas! Nossa mente é capaz de qualquer coisa, pena que ainda não sabemos usá-la direito...

      Bjs

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  4. Vish, se antes eu já escrevia demais, agora então... hahaha Depois que saí de casa pra fazer faculdade e fui morar sozinha, minha vida e forma de pensar mudaram bastante (e ainda estão em evolução, como acredito e busco pra mim). A gente leva muito tapa na cara quando tem que se virar literalmente sozinha, mas se sentir sozinha também não quer dizer que a gente não é forte, pelo contrário. Tem um trecho de uma música dos Detonautas que fala assim: "A solidão que me ensinou a ser mais forte e a qualquer lugar eu vou sem medo". E é bem por aí mesmo. Fico pensando como as pessoas dão importância tão grande a coisas insignificantes, e pior, ficam remoendo aquilo o tempo todo. Foi? Passou? Não tem mais como voltar atrás? Segue em frente! A vida é muito curta pra se desgastar com o que ou com quem nos faz mal. É mais simples do que parece. A partir do momento em que eu tive que lidar mais comigo mesma do que com os outros, eu passei a compreender isso melhor. Minha mãe vive falando que queria ser como eu (vide a forma como eu lidei com o término do meu namoro e algumas amizades que me fizeram mal), que não consegue ser tão fria. Mas não é ser fria, é aceitar as coisas como elas são e me importar com o que eu realmente julgo importante. Sério, quando eu passei a entender que simplesmente ignorar, ignorar de verdade o que me faz mal e seguir em frente é o melhor pra mim, o que me deixa triste é ver como as pessoas são tão intolerantes por nada, e sofrem pelo quê não vale a pena. Desculpa mundo, mas eu não derramo lágrimas por quem não merece. Foi muito bom um dia? Ótimo. Melhor que termine enquanto a lembrança for boa. Problemas todo mundo tem e o meu não é maior do que o de ninguém. Também acredito que só depende de mim o rumo que a minha vida toma. Quando as coisas começam a sair do controle eu tento me lembrar que só depende de mim voltar a dar certo, é só questão de tempo, correr atrás dos sonhos, buscar sabedoria, ter equilíbrio e força. Alguns anjos também estarão por perto. Pronto, eu quero viver, não sobreviver. O quê te faz viver de verdade? É isso que vale a pena! Viajei né? Mas é por aí que eu penso e ajo. Sabe aquela história de faz o que eu digo mas não o que eu faço, ou, meus conselhos eu mesma não sigo? Isso não existe mais pra mim. Os meus conselhos eu passei a aplicar antes, à mim mesma. Sei que estou bem longe da elevação espiritual, mas penso que já é um bom começo! Deixa eu voltar aos meus trabalhos agora, pqe eles me levam até um dos meus sonhos! hhahahahah Beijão Erikinha!

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    1. Oi Grazi!
      É verdd, só depende do nosso controle, e isso é questão de treino e hábito. Todo mundo consegue...basta querer!
      bjão

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  5. Olá Erika, boa noite. Super interessante esse post. Tratando-se de sofrimentos, quem nunca passou por eles, não é mesmo?? Essa matéria de hoje me fez relembrar um sofrimento que tive quando namorava um garoto, ele foi morto em um assalto com um tiro, ele reagiu e aí... Eu não estava com ele. Chorei, chorei, fiquei arrasada, entrei para um centro espírita de filosofia Kardecista para poder entender, saí, fui para a Umbanda, saí, fui para a linha Oriental, saí de novo, estava desesperada procurando um entendimento... Viajei para a Europa e foi lá que conheci a Wicca, aí eu me encontrei, me adaptei, tenho entendimento, consegui encontrar meu interior, me reestruturar, ter um encontro comigo mesma. A filosofia Wicca me deu oportunidade de entendimento. Voltei para o Brasil, recomecei minha vida, meus estudos,o tempo passou, casei, minha filha nasceu. Enfim, faço meus rituais, minhas orações, reverências, já fiz constelação familiar, minhas madalas, etc. e sou feliz.

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    1. Marcinha, acredito que quando a gente entra no caminho do auto-conhecimento, grande parte dos nossos problemas terminam....
      bjão

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  6. nossa que bom ter abordado sobre esse assunto...realmente todos sofrem com algo, o ser humano é eterno insatisfeito o que nos faz correr atrás de algo melhor ou ficar estagnados, tudo depende do ânimo, situação do momento ou como age diante dos infortúnios da vida, problemas todos tem,mas como se age diante deles? Penso que a mente, espirito e corpo precisam estar em equilíbrio para que não se sofra tanto.
    beijão e ótima semana

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    1. Sim, Marili! Equilíbrio é a chave de tudo...sempre!!
      bjks

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